“Tivemos que nos adaptar”

“Tivemos que nos adaptar”

Y seguimos difundiendo experiencias de docentes en nuestro “Congreso virtual” sobre educación en tiempos de cuarentena. Hoy con otra profe brasileña, Marcia Lanzarini, quien trabaja hace 26 años dictando Lengua Portuguesa y Literatura en el nivel médio del Colegio Estadual do Paraná, (Curitiba).
P: ¿Cómo fue la adaptación de dar clases en tiempos de pandemia en tu país? ¿Cuáles fueron las estrategias utilizadas, las soluciones encontradas? ¿Los docentes aceptan las nuevas metodologías?
ML: “No início foi muito difícil, visto que estávamos já em isolamento social quando iniciamos o trabalho online, sem nenhuma formação, sem nenhuma orientação quanto a ferramenta que iríamos utilizar. Então, tivemos que buscar soluções para os problemas, com nossos pares, com tutoriais já existentes em plataformas diferentes. Uns ajudando outros, começamos o trabalho. Logo após essa fase de adaptação, o difícil foi o não acesso dos alunos, a maioria rejeitava a nova modalidade, até porque pensávamos que não iria durar muito tempo, inclusive entre nós professores existiu muita resistência quanto a nova proposta de ensino. Foi um tempo entre duas a três semanas até que os docentes se deram conta que não adiantaria resistir, visto que isso iria prejudicar a carreira profissional, com faltas, advertências e tudo mais que se utiliza para coibir a resistência.”
P: ¿Cómo recibieron la propuesta los estudiantes? ¿Cómo manejan el uso de las Tics o nuevas tecnologías los niños, adolescentes y jóvenes?
ML: “Meus alunos de ensino médio tiveram muita resistência quanto a utilização, pois, eles sabem mais do que nós professores, a lidar com a tecnologia, porém, o fato de não ser a professora de sala da disciplina a ministrar a aula, tornou muito mais difícil a aceitação. As aulas são gravadas para o estado todo com professores que não conhecemos.”
P: ¿Los docentes se adaptaron rápidamente? ¿Cómo evalúan los contenidos? ¿Cómo piensan que será la vuelta a clases? ¿Qué nos dejará esta pandemia?
ML: “Claro que, como já citado, tivemos que nos adaptar mesmo não querendo, pois, nosso plano de carreira depende dessa adesão a nova modalidade. Porém, o lado positivo é que percebemos que somos capazes de nos adaptarmos ao novo, e aos desafios. São intensas cobranças, para o atendimento diferenciado, por exemplo, temos alunos com necessidades diferentes, tivemos que produzir matérias para quem não tem acesso e muitas atividades diárias que não estávamos acostumados a fazer na aula presencial. Essa capacidade continuará após a pandemia, e até mais aperfeiçoada no decorrer do tempo.”
P: Desde tu área/cátedra, materia ¿Cuáles fueron los obstáculos que encontraron?
ML: “O maior obstáculos foram as informações desencontradas, como tudo era novidade, algumas informações chegavam e logo após eram substituídas por outras. Outro obstáculo foi o acesso dos alunos, muitas atividades atrasadas, muitas atividades sem entregar e o não entendimento da seriedade do momento por parte dos alunos.”
P: ¿Cómo nos ven a los argentinos, a los de Misiones, en materia educativa?
ML: “Vemos com muito respeito nesta época de pandemia, admiramos muito a maneira como estão lidando com o problema, pois estão com menos de um mil mortos enquanto aqui no Brasil já passamos de 40 mil.”
P: Nos gustaría que nos cuentes una anécdota sobre las clases virtuales desde la pandemia.
ML: “Uma delas foi que um aluno fez as tarefas no caderno e não postou nada plataforma, e perguntou o motivo que ele não havia ganhado nota, já que no caderno dele estava tudo completo. Sim no caderno, porém, eu não vejo o caderno, somente o que postam.”
P: Nos gustaría que nos den un mensaje para los chicos, los padres, la sociedad en general.
ML: “A mensagem é que estamos numa fase diferente das nossas vidas, e que o melhor a fazer é nos adaptarmos a ela. Mas tendo o cuidado com a saúde física e mental, tendo respeito quanto ao tempo de cada um se adaptar a tudo isso, e continuar demonstrando amor e carinho para com todos, mesmo que seja virtualmente. Vida que segue, seja no virtual ou presencial nossa reação aos problemas decidem se eles são pesados ou não.”
*Docentes, padres y alumnos son como camaleones en esta pandemia: cambian de colores según la ocasión. Feliz proceso de adaptación para todos. Obrigada Marcia!
(*Para los que no entienden el texto, pueden recurrir a un profesor o profesora de portugués, muchos de los cuales están sin trabajo porque todavía no se ha logrado en muchas ciudades la Ley de Implementación del Portugués, en zonas de frontera. -Ley 26.468-Beijos!)
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